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Entender o espaço, a arquitetura, as pessoas, a marca ou a situação sem abandonar sua própria estética.
Artista visual · São Paulo
“O concreto e a cidade não saem de mim.”
01 / Prática
Marcelo Zuffo vive e trabalha em São Paulo. Desde 2006, constrói uma prática que atravessa desenho, pintura, rua, arquitetura, objetos, moda, educação, tecnologia e operações públicas de grande escala. A linguagem permanece reconhecível, mas nunca depende de um único suporte.
Formado em Design e mestre pelo IPEN-USP, com pesquisa ligada à conservação de obras de arte por métodos nucleares, aproxima repertório visual, experimentação material e capacidade de execução. Para Marcelo, conceito, técnica, negociação e entrega não são etapas externas à obra: são parte dela.

02 / Origem da linguagem
Dificuldades de orientação espacial e profundidade não interromperam o desenho: obrigaram Marcelo a criar referências que funcionassem para ele. Desse desvio nasceu um vocabulário de poucas formas capazes de produzir muitas outras — personagens, sobreposições, escalas e cidades dentro de corpos.
A composição pode ser poluída e limpa, organizada e desorganizada, colorida e quase sem cor. O contraste não é ruído: é método. A cada nova superfície, o desenho precisa reaprender a existir.
“O artista tem dois desafios: criar e executar.”Marcelo Zuffo
03 / Método
Entender o espaço, a arquitetura, as pessoas, a marca ou a situação sem abandonar sua própria estética.
Desenvolver uma resposta específica, capaz de pertencer ao lugar sem desaparecer dentro dele.
Resolver escala, matéria, equipe, prazo e montagem como elementos formais do próprio trabalho.
04 / Trajetória selecionada
Desenho, pintura, rua, objetos, interiores e projetos especiais passam a formar um único campo de investigação.
A encomenda site-specific que mudou a escala profissional da prática e consolidou a integração entre vender, criar e executar.
Ver projeto →Série inspirada em Lina Bo Bardi e doze convites realizados à mão, um para cada jornalista convidado.
Ver projeto →Grafite & Intervenção atua como proponente dos painéis técnico-artísticos de acolhimento. Marcelo conduz a direção artística em múltiplas escalas, com a ideia de que todos têm direito ao belo.
Ver projeto →Uma intervenção concebida para dialogar com arquitetura, clima, circulação e representação pública.
Ver projeto →Protagonismo na solução criativa de montagem, no desenvolvimento e produção da tinta e na execução do código em escala de campo; participação registrada na ficha técnica de Cannes.
Ver projeto →05 / Arte, gestão e patrimônio
Marcelo articulou e fundou a Associação de Amigos da Ordem — AMO — e criou sua lógica visual. Sua atuação institucional reúne mobilização, identidade, gestão cultural e acompanhamento de frentes ligadas ao patrimônio do Largo São Francisco.
Essas iniciativas pertencem a um ecossistema coletivo — AMO, Ordem, A Casa Comum, equipes técnicas e parceiros. No percurso do artista, elas revelam uma capacidade recorrente: transformar visão em estrutura sem apagar a autoria dos demais.
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